Wall-E

Ontem tive o prazer de pegar na locadora o DVD com o desenho Wall.E.

Como trata-se de um desenho e que tenho visto e ouvido muitas crianças falando sobre o filme porque o robozinho é bonitinho e vários outros etecéteras similares, assisti sem muitas expectativas… Seria apenas mais um desenho.

Porém a surpresa foi grande!!!

Esse é um daqueles filmes que não saem da sua cabeça por um bom tempo, não digo nem só pela parte técnica, gráficos e detalhes (que, por sinal, foram feitos com maestria pelo pessoal da Pixar), mas acho que a mensagem que o filme passa é por demais importante para que seja esquecida em um ou dois dias.


Não se trata de apenas mais um desenho. Cheguei até a comentar com um amigo que estava assistindo junto que este desenho é bem mais indicado para os adultos que para as crianças.

Wall-E é um “robô lixeiro” que tem a missão de limpar o planeta terra depois que a raça humana conseguiu finalmente destruir tudo, restando apenas este robô, lixo e uma barata.

Um alerta sério não somente sobre a destruição do planeta - aquecimento global, lixo, etc - mas também sobre a alienação gerada pela informatização e a perda da capacidade motora gerada pelo uso de máquinas no lugar de humanos.


Porém, ao contrário dos documentários que passam aquela imagem agressiva e nos faz ficar com raiva, o romance entre Wall-E e EVA faz a coisa ficar mais leve e acaba por nos fazer pensar seriamente sobre o assunto abordado no filme.

A estética da animação é muito interessante e as cenas mais que bem trabalhadas.

O mais interessante é que quase não existem diálogos entre os personagens, especialmente entre os robôs, mas mesmo assim a mensagem é passada com perfeição.


Wall-E é um filme de amor, mas não só isso, o filme possui uma forte crítica ao nosso estilo de vida, ele mostra (com detalhes), como será a nossa vida se continuarmos “evoluindo” desta forma. Um planeta assolado pela poluição e devastação é o cenário deste filme, constantes tempestades de areia e todo aquele lixo acumulado, sendo compactado e empilhado por um único robô sobrevivente, Wall-E é o único habitante do planeta, tendo como companhia apenas uma baratinha que se comporta como um cão fiel, os humanos moram em uma nave espacial longe da Terra, como se fosse uma Arca de Noé, e já estão longe de seu planeta há mais de 700 anos. Então temos um robô que coleta lixo, o filme é só isso? E o amor? Calma, aí é que a trama começa… Wall-E não é apenas um robô, não é explicado no filme como nem porquê, mas Wall-E tem inteligência artificial, e além de coletar lixo, guarda em sua “casa” objetos que preservam os últimos vestígios de humanidade no planeta. Todas as noites ele assiste a um vídeo de um antigo musical e você é capaz de enxergar emoção naqueles olhos artificiais, como quando ele vê no vídeo um casal dando as mãos e tenta simular aquele movimento.

Wall-E é um solitário sonhador e mesmo sendo “de lata” transmite uma humanidade sem igual, como o gosto por músicas, ou pelo fato de apagar as luzes de sua “casa“, e ficar balançando a prateleira que usa para dormir (como fazemos quando deitamos em uma rede), a história vai passando e pouco tempo depois ele se vê apaixonado por Eva, uma robôzinha enviada à Terra com a missão de encontrar algum vestígio de vida, uma planta, que significaria que o nível de contaminação na Terra já havia reduzido. Não vou contar a história toda aqui, este é um filme que merece ser visto, e se você prestar atenção, sairá pensando “Esse futuro não está tão longe assim“.

Quem quiser ver uma excelente filme recomendo Wall.E

Vale a pena assistir!