
Adotar objetos para compor a decoração pode ser uma tarefa divertida, mas também dispendiosa, dependendo do tamanho da moradia e da quantidade de elementos adotados na decoração. Conciliar todos estes elementos em uma distribuição equilibrada e harmoniosa, pode exigir tempo, paciência e muita persistência. Ainda mais em ambientes minimalistas que, embora apresentem uma quantidade de objetos muito menor quando comparado ao de ambientes convencionais, requerem uma distribuição muito mais precisa para que a relação entre o vazio e o preenchido, assumam uma composição de aspecto de equilibrada e harmônica. A escolha dos objetos também não pode ser aleatória. O primeiro requisito a ser preenchido é o de que os objetos escolhidos devem ter um significado para o morador. Seja ele a representação de uma parte ou época de sua vida ou simplesmente a representação de um gosto. Assim, a adoção de objetos aos quais não apresentamos alguma forma de estima e que acontece apenas pela aparência estética, pode denunciar uma certa carência afetiva e principalmente comprometer a identificação do ambiente com morador.
Já a disposição dos objetos pode depender de diversos fatores. A adoção da disposição pode variar de pessoa para pessoa dependendo do efeito visual que se deseja criar. No entanto, é importante que o equilíbrio e a harmonia sejam mantidos em qualquer que seja a disposição adotada. Assim, ao adotar estas disposições sejam em prateleiras, estantes, mesas, armários, paredes e etc, elas devem apresentar composições pontuadas que atraiam o olhar do observador e ao mesmo tempo constituam um todo no ambiente. Embora estas composições possam depender também da sensibilidade de cada um, algumas regras podem colaborar para quem deseja ajustar e organizar seus ambientes promovendo um melhor aspecto visual. Algumas delas são clássicas e podem ser apresentadas como segue:
- Em geral, a adoção de um tema para o arranjo dos objetos ajuda bastante no aspecto da composição. Por exemplo, escolher formas, cor, material, tipos e estilo de molduras ou gravuras no caso de quadros, painéis e etc.
- A variação de altura nas peças pode criar um visual interessante, como, por exemplo, acontece em uma mesa de jantar com a composição que mistura pratos, copos e castiçais.
- Dependendo da estante ou armário adotado um arranjo de objetos pode ou não ganhar destaque. Para que algo apareça, o fundo de deve apresentar um certo contraste seja ele pela cor, forma, textura e outras características estéticas. Assim, ao escolher os objetos para um móvel é importante avaliar o nível de contraste apresentado e observar se ele está de acordo com o efeito desejado.
- As mesas de centro e lateral podem acomodar objetos de uso nos momentos de encontros ou visitas. Assim, a reserva de espaço para copos, garrafas, pratos pode ser necessária. Ao acomodar objetos nestes móveis este espaço deve ser levado em conta.
- Qualquer que seja a composição, ela será evidenciada pela iluminação adequada ganhando destaque.
- Composições que envolvem alguns tipos de materiais proporcionam equilíbrio e harmonia. Por exemplo, a porcelana junto de prata e cristal, também típico de composições de mesa de jantar, apresenta estas características.
- O uso de uma cor com variações tonais em vários objetos agrupados, resultam em bom efeito se adequadamente arranjado.
- Ainda para mesas de centro e lateral, ao distribuir livros e/ou outros objetos é necessário a busca do equilíbrio e harmonia na distribuição. A pilha de livros ou revistas deve ser baixa e caso na composição haja algum objeto muito pequeno, este sobre a pilha pode ganhar valor e destaque.
Assim, a distribuição bem organizada de objetos em um ambiente, também é um dos requisitos necessários para formação de um todo equilibrado e harmônico. Na verdade são inúmeras as possibilidades e formas para a obtenção deste resultado, considerado a quantidade de fatores que podem influenciá-lo. Por isso, o bom senso, improvisação e criatividade, entre outros aspectos subjetivos, têm também papel fundamental na realização deste trabalho. Então, deve-se ficar claro que os aspectos técnicos são relevantes; No entanto, se tomados como único caminho para solução, o resultado final pode carecer de identidade. Logo, além dos aspectos técnicos apresentados acima, é necessário prevalecer também, a imaginação aliada de muita criatividade para que como toda obra de arte se torne única.