É com grande prazer que dou inicio ao meu primeiro post no blog, conferço que estou um tanto entusiasmando feito uma criança com seu novo briquedinho, rs!
Bom, a postagem é uma serie de perguntas e respostas que eu encontrei em um site/blog de design, achei de grande ajuda para pessoas que pretendem seguir a carreira de design de interiores ou simpesmente tem dúvidas e não tinha a quem ou vergonha de perguntar. Veja a seguir!

Design (em alguns casos projeto ou projecto) é um esforço criativo relacionado à configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefato. Esse esforço normalmente é orientado por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.
Exemplos de coisas que se podem projetar incluem muitos tipos de objetos, como utensílios domésticos, vestimentas, máquinas, ambientes, e também imagens, como em peças gráficas, famílias de letras, livros, e (recentemente) interfaces de programas.
Design é também a profissão que projeta os artefatos. Existem diversas especializações, de acordo com o tipo de coisa a projetar. Atualmente as mais comuns são o design de produto, design gráfico, design de moda e o design de interiores. O profissional que trabalha na área de design é chamado de designer.
O design atua no dimensionamento adequado do produto para as pessoas que o UTILIZARÃO. Estuda materiais para fabricação em conjunto com outras áreas, como engenharia por ex. Dá expressão aos produtos, dando visibilidade e tornando suas funções MAIS claras. Cria identidade entre empresa e consumidor, fucionando como meio de COMUNICAÇÃO ente eles...Finalmente, o design pode ser também uma qualidade daquilo que foi projetado.
O termo deriva, originalmente, de designare, palavra em latim, sendo mais tarde adaptado para o inglês design. Houve uma série de tentativas de tradução do termo, mas os possíveis nomes como projética industrial que acabaram em desuso.Em inglês, a palavra design pode ser usada tanto como um substantivo quanto como um verbo. O verbo refere-se a um processo de dar origem e então desenvolver um projeto de algo, que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual, modelagem, ajustes interativos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da ação (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de ação, assim como também ao projeto de uma forma geral.
O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projeto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projetadas. Na língua espanhola também existe essa distinção: existem as palavras diseño (que se refere ao design) e dibujo (que se refere ao desenho).
O que é Designer?
É o profissional habilitado a efetuar atividades relacionadas ao design. Normalmente o termo se refere ao designer gráfico (programador visual), designer de produto (desenhista industrial), uma série de tipos diferentes de designers e ainda de projetista (termo genérico para quem projeta).
Em inglês, o termo se refere a qualquer indivíduo que esteja ligado a alguma atividade criativa ou de projeto.
Esse anglicanismo foi adotado, no final do século XX (no Brasil), na tentativa de universalizar as profissões ligadas ao projeto. Até certo ponto isso tem ocorrido e a maiorida das universidades preferem o termo “designer” a “desenhista industrial”. Mas como o termo “projeto” já existia e é um sinônimo, muito próximo, do termo “design”. Até hoje os termos “design” e “designer” tem causado confusão entre não-designers.
No Brasil, a profissão do designer não é regulamentada (o que significa que não existe Conselho de Classe, como o CREA ou a OAB), embora ela conste do Catálogo Geral de Profissões do Ministério do Trabalho. Existem, no entanto, associações profissionais, de caráter cultural e representativo, embora não sejam habilitadas a fiscalizar a profissão, como as associações de designer.
Apesar da legislação permitir que qualquer cidadão exerça a atividade, normalmente isto é feito por profissionais formados em cursos superiores de Desenho Industrial ou escolas técnicas de Design. Existem várias instituições de ensino de design especializadas em habilitações especifícas como design gráfico, design de moda ou design de interiores. Antes delas surgirem, porém, uma grande quantidade de profissionais estabeleceu-se após receberem formação em áreas correlatas, como a arquiteturaO que é Design de Interiores?
Design de Interiores é uma evolução técnica e estética da Decoração. Com a necessidade urbana de espaços cada vez mais detalhados e personificados aliado aos avanços tecnológicos em equipamentos, materiais e uso destes espaços, o profissional formado em Design de Interiores chama-se Designer de Interiores, projeta ambientes, utilizando e combinando cores, materiais, texturas e dispondo móveis e acessórios. o profissional de decoração foi ficando para trás por não ter competência, conhecimentos e nem habilidade técnica para projetar. Com esta nova realidade surge então o Designer de Interiores, uma área bem mais ampla e vasta com vários segmentos onde o profissional aprende em seu curso conteúdos multidisciplinares de Design, Arquitetura, Engenharia, Artes entre outras áreas que formam o todo.
Através de toda a sua carga de conhecimentos aliada às informações obtidas junto com o cliente através de entrevistas e briefing ele tem materiais em mãos para projetar estes espaços de forma ou a simplesmente fazer ajustes usuários/uso até mesmo propor alterações gerais dos espaços, incluindo propondo novas aberturas e/ou fechamentos.
O que é Design de Ambientes?
Design de Ambientes é uma nomenclatura mais ampla para Design de Interiores que, por ranço, melindre ou vício de outros profissionais de áreas correlatas, insistem em afirmar que o próprio nome do curso limita a área de atuação do profissional de Interiores às áreas internas da edificação. Isso entra numa tentativa mascarada de reserva de mercado pois os mesmos que pregam este tipo de coisa sabem perfeitamente que um cliente dificilmente contratará dois profissionais: um para a área interna e outro para a externa. Logo quem faz os dois tem mais chances.
Qual a diferença entre “design” e “designer”?
Design é a profissão, designer é o profissional. Ou seja, você faz design e você é um designer.
Quais as áreas de atuação do Designer de Interiores/Ambientes?
Design de Interiores:
Todos os ambientes internos residenciais, comerciais, industriais, estandes, etc
Design de Ambientes:
Paisagismo, fachadas, eventos externos, etc
Transportes:
Interiores de automóveis, aviões, embarcações, etc.
SET Design:
Cenografia teatral, estúdios de foto/TV/vídeo, etc
Moda:
Desfiles, vitrines, produção de catálogos e editoriais, etc.
Games:
Produção em conjunto com os desenvolvedores dos ambientes internos e externos para jogos.
Produto:
Móveis, acessórios, luminárias, etc
Educação:
Lecionar em faculdades e universidades, produção de textos, artigos, livros, palestras, cursos, seminários e outros pertinentes ao Design.
Existem ainda outras áreas em que o Designer de Interiores/Ambientes pode trabalhar. Basta você perceber os ninchos de mercado e entrar.
O que um Designer de Interiores/Ambientes precisa saber para atuar profissionalmente?
Dentro da formação acadêmica o Designer de Interiores/Ambientes cursa disciplinas como:
Ergonomia
Desenho de expressão e de observação
Desenho técnico arquitetônico
Leitura e análise de projetos arquitetônicos, estruturais e elétricos
Desenho e detalhamentos de objetos (moveis, acessórios, luminárias, etc)
Psicologia humana
Acessibilidade
Cor
História da arte, arquitetura e design
Semiótica
Paisagismo
Ética
Gestão e marketing
Materiais e revestimentos
Estética
Projeto luminotécnico, hidraulico e elétrico
Normas técnicas
Entre vários outros conteúdos pertinentes.
Todos estes conhecimentos são necessários para que o Designer possa vislumbrar todas as possibilidades projetuais e realiza-las de forma a atender e satisfazer plenamente o cliente.
Já no âmbito profissional, o designer tem de ter conhecimentos sobre o mercado de trabalho, sociedade na qual está inserido, parcerias e prospects entre outros.
Apesar de saber fazer corretamente a leitura das plantas estruturais, quando da necessidade da derrubada de alguma parede para melhorar o espaço o Designer deve recorrer à parceria junto a um engenheiro civil que ficará encarregado desta parte. Da mesma forma quando se fizer necessária alteração no projeto elétrico (engenheiro elétrico) e outras situações. Isto não tem absolutamente nada a ver com sombreamento profissional mas sim com parcerias provocadas pela própria multidisciplinaridade do Design de Interiores/Ambientes.
É o designer que trabalha com o desenvolvimento de produtos: embalagens, móveis, eletrodomésticos e qualquer coisa usável. Já o Designer de Interiores/Ambientes, em sua formação, aprende como se deve projetar corretamente os produtos mais utilizados em seus projetos e que são, normalmente, a maior carga de trabalho projetual: móveis.
Nem todos os móveis que vemos em revistas ou em lojas cabem, dentro dos espaços cada vez mais reduzidos portanto, o Designer tem de projetar peças e mais específicas que serão produzidas em marcenarias. Aqui também entram vários outros conhecimentos que um leigo nem faz idéia: ergonomia, materiais, resistência dos materiais entre outros. Há também casos de produção de acessórios, objetos decorativos e luminárias. Por isso é importantíssima a formação do profissional.
Em resumo, a preocupação básica ao se criar um Projeto de Design de Interiores é aliar beleza e funcionalidade, sem esquecer da viabilidade econômica, é claro.
Como um designer cria um ambiente?
Primeiramente, é preciso que o cliente preencha um briefing - um documento explicando o que ele quer. O briefing contém informações pertinentes ao designer, como desejo principal do cliente, sonhos e vontades, cores que lhe são agradáveis, fluxograma (uso) diário dos espaços, composição familiar/empresarial entre vários outros elementos. Depois, ele junta todas as informações que ele puder sobre o cliente, traçando um perfil psicológico/social. Após isso, o designer faz um brainstorming ou um painél de semântica com tudo relacionado ao assunto: imagens de móveis, imagens de equipamentos e materiais, conceitos, etc. Em seguida, ele analisa todas as informações e começa a gerar rascunhos alternativos de layouts. Não há nenhuma regra para o número de alternativas. Alguns geram 3, outros geram 300. Esta é a etapa mais demorada do processo, pois o designer precisa levar em conta todas as informações que ele juntou e todo seu conhecimento. Quando o designer acredita que já gerou soluções o suficiente, começa o processo de eliminação no qual ele descarta as alternativas até reduzir até no mínimo 3 alternativas. Com isto feito, ele aperfeiçoa os esboços (em um software, ou no papel mesmo) já com as cores que ele definiu no processo de rascunho. Em seguida, o designer apresenta alternativas ao cliente (muitos preferem apresentar apenas uma alternativa). Caso o cliente desaprove, abre-se uma discussão entre os dois lados para verificação de ajustes no projeto, onde estão os objetos indesejáveis (pontos de rejeição), pontos de acertos, possíveis soluções, etc. Isto implica voltar à mesa de desenho e re-projetar algumas ou muitas coisas. O processo se repete até o cliente finalmente aprovar o trabalho. Depois ainda é aconselhável criar um manual de uso para o cliente saber como lidar com equipamentos e materiais (lâmpadas, limpeza, etc).
Ah, a pergunta que vale ouro.
O correto seria o cliente perguntar: quanto um advogado, um médico, um arquiteto ganha? E depois de tomar consciência disso, perceber que o profissional de Design investiu tanto quanto qualquer outro profissional em sua formação e carreira.
Depende muito. E esse “depende” inclui vários fatores: onde ele trabalha, em que cidade ele trabalha, como é o cenário do design na cidade dele, quão bom ele é, se é estágiário ou já é formado, etc.
Vale a pena fazer faculdade de design?
Sim. Claro, existe algumas faculdades ruins por aí. O jeito é conhecer alunos destas faculdades e perguntar como são as aulas, como são os professores e como é a infra-estrutura. Existe algumas coisas que você simplesmente não aprende em livros ou em posts de blogs sobre design na net. Experiências reais de professores que atuam no mercado é uma destas coisas: é sempre bom saber como que o profissional vai lidar com determinado problema na vida real. Sem dúvida, existe muita coisa que você não vai poder aplicar na vida real devido a velocidade em que corre o mercado do design. Mas é sempre bom saber, pois se você acabar encontrando-se preso em algum lugar saberá como se safar usando uma técnica que requer mais tempo porém fará com que o trabalho seja feito.
Existe faculdade de Design de Interiores/Ambientes?
Sim, existem várias hoje em dia no Brasil. Não conheço todas elas porém vale ressaltar que quem faz o curso e o futuro profissional é o próprio acadêmico quando leva a sério a sua formação. Sou 100% a favor do ensino de design em faculdades. Afinal de contas, você pode facilmente aprender a construir casas através de apostilas na internet e livros: mas isso faz de você um engenheiro civil? Você contrataria uma pessoa que nunca fez uma faculdade de engenharia civil para construir a sua casa? Pense nisto.
Onde posso arranjar trabalho na minha cidade?
Primeiramente, crie um portfólio: seja online ou seja impresso. Se você nunca fez nenhum serviço real, inclua trabalhos acadêmicos. Inclua sempre apenas aquilo que você gostou do que fez, esqueça os seus trabalhos “medianos” e “ruins”. Depois utilize o Google para procurar por termos como escritório de design, loja de móveis, decoração, escritório de arquitetura e outros. Em seguida, é só enviar o endereço do seu portfólio online ou enviar o seu portfólio (e currículo) via correio (ou deixar lá pessoalmente) e esperar. Se você tiver bons trabalhos e se mostrar competente, quem sabe o dono não te chame.
Onde que posso encontrar modelos de contrato e briefing?
Este é um ponto bastante confuso pois cada região do país funciona de um jeito.
Pode parecer que não mas as características regionais influenciam na formatação dos documentos.
O ideal é você tentar conseguir modelos com outros profissionais e ir adequando-os às tuas necessidades profissionais. É aquele joguinho de quebra cabeças: uma pecinha daqui, outra dali, mais outra de acolá e assim por diante e, quando você menos esperar, terá os seus documentos prontos.
É interessante participar de concursos?
Não, e vou explicar por quê*: de acordo com o capítulo III, Artigo 12º do Código de Ética Profissional do Designer Gráfico da Associação dos Designers Gráficos (ADG): “O Designer Gráfico não deve, sozinho ou em concorrência, participar de projetos especulativos, pelo qual só receberá o pagamento se o projeto vier a ser aprovado”. Pense neste exemplo: você é engenheiro civil e um cliente entra em contato com você e pede para que você construa uma casa para ele. Ele não diz onde, nem quantos quartos, nem nada. Só diz “Construa!”. Mas você não é o único: outros cinco engenheiros foram contactados e estão fazendo o mesmo. No final, o cliente vai escolher uma das casas e pagar por apenas esta. Você, que gastou dinheiro com mão de obra e materiais vai ficar no prejuízo. Mas e se você fosse muito muito muito bom e fizesse a melhor casa de todas, você ainda corre o risco de não ganhar e sabe por quê? Porque o cliente nunca falou quantos quartos queria, se queria uma casa grande, pequena, com piscina ou sem, etc. Não houve o “briefing”, então por melhor que tenha sido talvez não caiba nas necessidades do cliente. Os “concursos” são predatórios e trazem prejuízos ao mundo gráfico, então deveremos resistir e não participar!
* Na ausência de normas específicas em Interiores/Ambientes resolvi manter o texto original. Porém ressalto que não sou contra os concursos de Design Universitário pois acho estes uma grande oportunidade para quem está ingressando na área e força a pesquisa no meio acadêmico de forma positiva.
Quais os softwares que o designer de interiores/ambientes precisa dominar?
Primeiramente é preciso deixar bem claro que nada substitui o bom e velho desenho à mão.
Mas, em meio aos vários softwares disponíveis, os melhores e mais comumente usados são:
AutoCAD (2D e 3D)
3DMax
Virtual Designer
DIALux
Estes são os básicos mas existem vários outros. O uso vai depender da adaptabilidade do profissional à interface.
Gosto muito da área de Designs de Interiores, porém, não sei qual curso fazer. O que vc acha?
Quanto ao curso de Design de Interiores veja bem, eu sempre pergunto às pessoas: você quer construir casas?
Se sim, então faça engenharia ou arquitetura.
Se não, então parta para Design de Interiores sem receios.
Mas também tenho de lembrar que os cursos de Design de Interiores em nada lembram aqueles velhos cursinhos de decoração que era oferecidos antigamente.
Decoração é uma coisa, Design, outra bem diferente, mais ampla e complexa.
Então entramos no seguinte:
Você quer apenas trocar cores de paredes, vasinhos e acessórios? Então faça Decoração.
Você que intervenções mais pesadas em mobiliário, pisos, gesso, iluminação e várias outras coisas, faça Design de Interiores.
Mas lembro que Interiores não fica restrito apenas ao que diz respeito a construções civis, mas entra também em interiores automotivos, aviões, embarcações e etc.
Bom, é isso, espero que tenham gostado e tirado as suas dúvidas...
Creditos: Paulo Oliveira